quinta-feira, 3 de março de 2011

Expectativa para o lançamento da segunda parte do livro "JESUS DE NAZARÉ" de Bento XVI

Aumenta a expectativa em todo o mundo pela iminente publicação da segunda parte do livro de Bento XVI dedicada a Jesus de Nazaré. A obra retoma a narração da vida de Jesus a partir da primeira parte, saída em 2007, e será apresentada dia 10 de março na Sala de Imprensa vaticana pelo Cardeal Marc Ouellet e o prof. Claudio Magris. Ontem foram antecipadas à imprensa algumas partes do livro.

Em “Jesus de Nazaré”, Bento XVI apresenta a morte de Cristo como reconciliação (expiação) e cura, e evoca a natureza e o significado histórico da ressurreição.
O Pontífice se adentra também numa análise bíblica e teológica para explicar o motivo pelo qual não tem fundamento a afirmação de que os judeus foram responsáveis pela morte de Jesus. Bento XVI comenta um trecho de João que define os judeus como os acusadores de Cristo, mas afirma que o evangelista não se refere ao povo de Israel em geral, e menos ainda, lhe atribui um caráter “racista”.
Repudiar o conceito de culpa coletiva não é uma novidade para a Igreja Católica, que já o havia feito no Concílio Vaticano II em 1965.
Acredita-se, contudo, que seja a primeira vez que um Papa faça uma análise tão detalhada e uma comparação entre os vários relatos do Novo Testamento sobre a condenação de Jesus à morte.
O fato foi definido como “um momento histórico” pela Liga Anti-difamação, ONG americana que combate o antissemitismo. Em outra reação, Elan Steinberg, vice-presidente da Reunião Americana de Sobreviventes do Holocausto e de seus Descendentes, saudou a análise do Papa como “um importante avanço. É o repúdio pessoal ao fundamento teológico de séculos de antissemitismo” - declarou.